Bora falar de relacionamento?

Vamos! Mas qual tipo? Já que toda interação que a gente têm freqüentemente com alguém é uma forma de relacionamento. Hoje eu vou falar de como eu planejava ser quando tivesse filhos e como eu me vejo hoje, mãe de dois, me relacionando com eles.


Eu confesso que eu sempre achei que eu fosse ser a mãe “maneira” que a filha ia considerar melhor amiga e contar tudo. Brincalhona, divertida e leve. Aí eu tive filhos e descobri que eu não tava nem perto disso! Eu não tava perto de ser amiga da minha filha?! Não é isso! Eu simplesmente compreendi que a visão que eu tinha de ser uma mãe “maneira” era criação de uma mente sem filhos.


Eu lembro que quando eu me toquei de que amava a Aurora incondicionalmente, eu tive uma crise existencial e de choro! Eu liguei pra minha mãe querendo dizer que eu finalmente entendia o quanto ela me amava e querendo pedir desculpas por todas as coisas “erradas e inconsequentes” que eu havia feito durante minha vida.


A gente descobre que a grande maioria dos conselhos ou regras que nossos pais nos deram a vida inteira eram pra nos proteger físico e emocionalmente, e não só pra “ encher nosso saco” como a gente pensava.


Pra poder saber como você vai ser e pensar como um pai/ mãe você precisa literalmente andar em seus sapatos. Aí eu virei mãe… e descobri que meu medo e minha necessidade de proteger meus filhos era maior que minha necessidade de ser “maneira”.


Pq eu escrevo isso tudo?! Pq pra mim, entender esse lugar foi sofrido. Eu fiquei um bom tempo frustrada por não ser “de boas”. Eu planejo, eu cuido e eu educo. Lógico que tudo baseado no amor, mas na firmeza! Eu costumo dizer que essa é minha metodologia de vida: amar na firmeza.


Eu acredito no poder do não, mesmo que ele faça meus filhos chorarem frustados. Eu acredito que esses sentimentos tem que ser treinados em casa, para terem força de lidar quando os mesmos se apresentarem lá fora, na vida!


Aqui em casa a gente da nome pros nossos sentimentos: frustração, alegria, euforia, tédio, ansiedade entre tantos outros, e eu me relaciono com eles (os sentimentos) para dar exemplo para meus filhos.


Por @maribridicardoso



10 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo