Meu valor

Eu sempre ouvi como eu deveria parecer e me comportar, por muito tempo absorvi as críticas disfarçadas de elogios, os avisos cuidadosos com a minha vida, que na verdade eram pedras para me derrubar. Até que eu decidi olhar para o meu valor, e o meu valor me salvou.

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Saber nosso valor é um caminhar difícil, é andar de mãos dadas com a nossa autoestima, mesmo quando ela fica à beira de um abismo. É o ato de segurar com toda a força possível (e muitas vezes impossível) para não soltar e deixar nossa autoestima se perder.

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Mas Mari, é tão difícil falar sobre autoestima e ainda temos que falar sobre nosso valor? Sim, é difícil pra caramba, até pra quem se considera “bem resolvido” e “de boas” com a sua própria, porque no fim do dia, estamos todos segurando com o máximo de nossas forças para ela não cair.

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A diferença entre os que conseguem e os que não? No meu caso foi autoconhecimento. Me reconectar comigo mesma e me achar, em meio a todas as expectativas e disfarçadas críticas construtivas que me bombardeavam diariamente. E sabe o mais louco disso tudo?! 90% do que era discutindo circulava ao redor da minha aparência física e não da minha essência.

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Em que momento eu deixei isso me afetar e me definir? Não sei dizer exatamente, mas sei como tudo mudou e como o meu valor me salvou. Foi um processo muito transformador e completamente inesperado.

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Ao escolher fazer uma consultoria de estilo e mudar a minha aparência física tão palpitada, e para ajudar com minha, até então, abalada autoestima, me vi em um lugar muito particular de definição de essência. Quem sou eu? O que eu gosto? O que eu quero que me defina? Parece bobo pensar nisso em um processo que me ensinaria como me vestir, mas aconteceu.

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Minha busca pelo meu estilo pessoal, me levou a um furacão de sentimentos e redescobertas incríveis de mim mesma. Eu me questionava internamente sobre minha vida e minhas escolhas, e começava um processo lindo de cura e transformação. Eu agora me olhava no espelho e começava a me ver de verdade, ver quem eu sempre fui, mas tinha perdido no meio do caminho.


Com o passar do tempo fui ganhando uma força cada vez mais abastecida de uma segurança pessoal, comecei a me olhar e finalmente me reconhecer.


Quem sou eu? Uma mulher determinada a ser feliz e amar com toda minha força.


O que eu gosto? Meu estilo de vida, de me vestir e de me comportar, hoje reflete exatamente quem eu sou e tudo o que eu acredito.


O que eu quero que me defina? A verdade, a lealdade e a compaixão.


Hoje eu sei quem eu sou, eu sei qual é o meu valor e NINGUÉM tira isso de mim, porque ele é meu e eu escolho todos os dias ser responsável por ele e não dar esse poder pra mais ninguém.


Por Mari Bridi





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